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12/02/2009

ALÔ, EDITORAS!


Aos 92 anos, o cara deve ter muitas histórias interessantes para contar sobre Robert Aldrich, John Sturges, Richard Fleischer, Sam Peckinpah, atores e atrizes míticos, etc.

25/09/2008

ESSE EU QUERO COMPRAR!

O problema é que esse tipo de livro de cinema nunca é publicado no Brasil.

Em compensação, semana que vem deverá estar sendo lançado mais um estudo acadêmico sobre Glauber Rocha...

08/07/2007

CORRENTE LITERÁRIA

Então, sabem aquelas correntes onde você passa 5 (ou 10, ou 15...) cartas para 5 pessoas, e essas repassam para mais 5 e assim por diante? Pois bem, eu havia jurado para mim mesmo que nunca participaria de corrente alguma desde que, alguns anos atrás, uns parentes distantes muito dos safados me engambelaram fazendo-me entrar numa corrente valendo dinheiro. Desnecessário dizer que não recebi 1 centavo de volta. Mas recentemente fui convidado pelo amigo Marcos a entrar numa corrente literária. A coisa funciona assim (pelo que eu entendi): eu relaciono 5 livros de minha preferência, e depois indico 5 blogueiros para fazerem o mesmo. Como trata-se de algo cultural e o convite partiu de uma pessoa idônea (até prova em contrário hehehe!), resolvi participar. No blog do Marcos já havia indicado 5 livros, mas resolvi trocar 2 deles. Minha lista então é a seguinte:

A Revolução dos Bichos (Animal Farm) - George Orwell. O livro é uma alegoria da traída Revolução Russa. Mas a obra de Orwell, um socialista, é muito mais que isso: uma crítica a todo tipo de totalitarismo, seja de esquerda ou de direita. Continua atualíssimo!


O Deserto dos Tártaros (Il Deserto dei Tartari) - Dino Buzzatti - Ao falar de soldados que aguardam, num forte no meio do deserto, por um ataque inimigo que nunca acontece, Buzzatti trata da própria condição humana.


O Senhor das Moscas (The Lord of the Flies) - William Golding - Um avião onde viajavam jovens estudantes de uma tradicional escola inglesa cai numa ilha deserta. Em pouco tempo esses distintos garotos estarão agindo como verdadeiros selvagens. Na veia!


Meu Último Suspiro (Mon Dernier Soupir) - Luis Buñuel - Em sua autobiografia, escrita com a ajuda de seu roteirista habitual, Jean-Claude Carrière, o genial cineasta demonstra qualidades dignas da melhor literatura picaresca espanhola.


O Outro Lado da Noite: Filme Noir - A. C. Gomes de Mattos - Aprendi a admirar Gomes de Mattos nas páginas da saudosa revista Cinemin. Tenho até um livro assinado por ele: "Huston, Lubitsch, Zinnemann". Aqui ele faz uma profunda análise sobre o "Film Noir" americano que não fica devendo nada aos melhores estudos internacionais sobre o assunto.


Pronto. Passo agora a bola para 5 blogueiros. São eles:


Ailton, Andréa, Marcelo, Ronald e, para internacionalizar a corrente, a mais nova adicionada aos links, Mara. Agora é com vocês hehehe!

24/07/2006

THANX, CARRARD!!!

Este post é um agradecimento especial ao amigo Marcelo "Mondo Paura" Carrard. Aliás, 2 agradecimentos. O primeiro é pela dica do excelente documentário "Os Filmes Proibidos da Meia-Noite", exibido pelo GNT no dia 20. O filme, no original, tem um subtítulo revelador: "from the margin to the mainstream". Ele mostra como surgiu a idéia de filmes serem exibidos em sessões à meia-noite, seu auge de popularidade e o inevitável declínio. O diretor deixa claro como a indústria cultural se apoderou das idéias transgressoras de 6 filmes que viraram cult: El Topo, A Noite dos Mortos-Vivos, Pink Flamingos, The Harder They Come, Rocky Horror Picture Show e Eraserhead.
O que era chocante, subversivo, anti-establishment nas décadas de 60 e 70 hoje em dia pode ser visto em qualquer popcorn movie por hordas de adolescentes de sorrisos metálicos. Como diria André Breton, o escândalo não é mais possível.
O outro agradecimento é por poder ter em mãos o livro que o Marcelo escreveu sobre um dos meus diretores preferidos, o inglês Peter Greenaway, ou melhor, sobre um dos meus filmes preferidos do genial cineasta: "O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante: Peter Greenaway e os caminhos da fábula neobarroca".
No momento, tive tempo apenas de dar uma rápida passada de olhos, mas já percebi que é coisa de altíssimo nível.
Por enquanto, inspirado pelo livro, deixo aqui meu Top 5 Greenaway:

1)
2)

3) Afogando em números
4) Um Z e Dois Zeros
5) O Bebê Santo de Mâcon

Mas quero deixar claro que adoro todos os filmes dele.
Abraços!!!

16/07/2006

LITERATURA CINEMATOGRÁFICA

Ler um bom livro sobre cinema é quase tão bom quanto ver um filme. Alguns lançamentos recentes vieram enriquecer um pouco nossa ainda muito pobre bibliografia cinematográfica.



O Novo Cinema Iraniano - Alessandra Meleiro - Escrituras
Grandes Diretores de Cinema - Laurent Tirard - Nova Fronteira



A Diversidade Cultural vai ao Cinema - Inês Assunção de Castro Teixeira, José de Sousa Miguel Lopes (orgs.) - Autêntica
Fome de Bola - Cinema e Futebol no Brasil - Luiz Zanin Oricchio - Imprensa Oficial


As Formigas e o Fel - Literatura e Cinema em Um Copo de Cólera - Renato Cunha - Annablume
Do Cinetoscópio ao Cinema Digital - A. C. Gomes de Mattos - Rocco


São Paulo em Preto & Branco - Cinema e Sociedade nos Anos 50 e 60 - Waldir Salvadore - Annablume
Literatura no Cinema - João Batista Brito - Unimarco





















Aguardem a coletânea de críticas de Rubem Biáfora

24/06/2006

O FILME NOIR PURO

Inúmeros livros já foram escritos sobre o film noir, título dado pelos franceses a uma série de filmes criminais americanos influenciados pelo expressionismo alemão e produzidos nas décadas de 40 e 50.
Cada autor faz sua lista pessoal do que entende ser film noir. Assim que filmes de gêneros tão diversos quanto o western (Matar ou Morrer e Sangue na Lua), o filme de boxe (Punhos de Campeão), de aventura (Calcutá), de sobrenatural (O Enviado de Satanás), de guerra (Capacete de Aço), de ficção científica (Vampiros de Almas e 2001, Uma Odisséia no Espaço), comédia (A Dama Desconhecida) são considerados noirs.
Um dos melhores livros sobre o assunto foi publicado aqui mesmo no Brasil, de autoria do mestre A. C. Gomes de Mattos, "O Outro Lado da Noite: Filme Noir".
O que é um filme noir? Um movimento? Um ciclo? Um gênero? Um estilo? Uma tendência?
Para Mattos não se trata de nenhuma dessas definições, mas é "um desvio ou evolução dentro do vasto campo do gênero drama criminal, que teve o seu apogeu durante os anos 40 até meados dos anos 50 e foi uma resposta às condições sociais, históricas e culturais reinantes na América durante a Segunda Guerra Mundial e no imediato pós-guerra".
Ele divide os filmes entre noirs puros e noirs impuros.
Os impuros seriam aqueles nos quais podem ser vislumbrados elementos noirs temáticos ou visuais (ou seja, todos os citados acima).
O noir puro é o que conjuga as formas de ficção criminal americana, encontradas nas obras de escritores geniais como Dashiell Hammett, Raymond Chandler, James M. Cain e Cornell Woolrich, com o visual expressionista.
Tem que ter um tom deprimente e pessimista; e um clima de corrupção, morte, angústia, fatalismo, etc.
E o mais importante: a ambientação deve ser a urbana americana dos anos 40 e 50 "porque o filme noir está ligado a este período histórico, sendo condicionado pelas condições socioculturais então reinantes".
Você pode até discordar das opiniões do Professor Gomes de Mattos (eu, p. ex., considero o filme noir um estilo), mas com certeza irá se deliciar com sua minuciosa análise de 150 filmes que ele considera os mais importantes filmes noirs puros.
Obrigatório para qualquer cinéfilo que se preze.
MATTOS, A. C. Gomes de. O Outro Lado da Noite: Filme Noir. Rio de Janeiro: Rocco, 2001. (Artemídia)

14/01/2006

LIVROS, REVISTAS COM DVD, LISTA, ETC...

O mítico cinema feito na Boca do Lixo paulistana finalmente ganha um livro à sua altura. Sem as benesses de uma estatal espúria, ignorado por boa parte da crítica e ridicularizado por nossa inteligentsia e gênios de plantão, de lá sairam, na década de 70, alguns dos maiores sucessos de bilheteria de nosso cinema. E também obras de inegável valor artístico, mas que não era de bom tom apreciar. Escrito por alguém que, primeiro como crítico e depois como diretor, viveu o período de ascensão, apogeu e queda da produção local, o que sobressai do livro é a forma carinhosa com que Alfredo Sternheim comenta a obra dos cineastas que passaram pela região, despido de qualquer tipo de preconceito. São 127 verbetes de pessoas que, a despeito do nível de formação ou ambição intelectual, tinham em comum uma mesma coisa: o amor pelo cinema. Absolutamente indispensável!

Na apresentação, Máximo Barro comenta dados preocupantes: apenas um quinto dos mais de 100 longas-metragens em que Hingst teve participação encontram-se na Cinemateca Brasileira, mas nem todos em condições de projeção, pois apresentam problemas típicos da má conservação da película cinematográfica como perfurações fora do padrão e imagem descolando, e que já existiam antes das cópias serem depositadas naquela instituição cujo papel é fundamental para a preservação de nossa memória cinematográfica. Segundo ele, a maioria dos produtores "conserva" os originais em depósitos construídos para abrigarem móveis, tapetes, pneus e trastes das casas. A continuar assim, dentro de poucos anos somente cerca de 50 filmes com o ator, que Ugo Giorgetti certa vez disse ser a cara de São Paulo, poderão ser assistidos. Neste livro, uma das mais completas biografias da Coleção Aplauso, Barro recupera a história de Sérgio Hingst, desde suas origens alemãs, passando pela formação na EAD, a participação em clássicos como "Estranho Encontro" (Khouri), "O Quarto" (Biáfora), "Aleluia, Gretchen" (Back), "Lilian M" (Reichenbach), entre outros, até a última atuação num curta-metragem de 1985. Bela homenagem a um grande ator, cuja obra precisa urgentemente ser preservada.

Do clássico do cinema mudo "A Caixa de Pandora" até filmes recentes como "Intimidade" e "E Tua Mãe Também", Neil Fulwood analisa 100 cenas, de 100 filmes, que redefiniram a forma com que o sexo foi mostrado no cinema. Dividido em 5 capítulos, assim denominados: "Implicit" (com filmes como "Gilda", "Spartacus" , "O Criado", etc.); "Explicit" ("O Império dos Sentidos"; "Betty Blue", "Emmanuelle", etc.); "The European Aesthetic" (com filmes de Buñuel, Blier, Fellini, Almodovar e Greenaway); "Pleasure and Payment" ("A Professora de Piano", "Marnie", "Ondas do Destino", etc.) e "Forbidden Flesh" ("Saló ou os 120 Dias de Sodoma", "A Comilança", "O Silêncio", etc.). Excelente!

REVISTAS COM DVDs ENCARTADOS

- CINE MONSTRO Nº 6, com "Phenomena" de Dario Argento. Jennifer Connelly, aos 14 anos, é uma garota com estranhos poderes sobre os insetos, o que a ajudará a solucionar uma série de assassinatos cometidos contra as estudantes de um colégio interno na Suiça. Ela contará com a colaboração de um entomologista (Donald Pleasence) e sua chimpanzé de estimação. Muito clima e surpresas, num dos melhores filmes do mestre.

- DARK SIDE Nº 14, traz um clássico da animação de bonecos em stop-motion, "A Festa do Monstro Maluco", um filme que permanece na memória afetiva de muitos trintões e quarentões (hehe). O Barão Frankenstein, para comemorar a descoberta de uma poderosa bomba, convida para uma festa em sua ilha todos os monstros que já passaram pelas telas: Drácula, Lobisomem. A Múmia, O Monstro da Lagoa Negra, O Homem Invisível, Dr. Jekyll e Mr. Hyde, O Corcunda de Notre Dame, e seu sobrinho normal. E, claro, Francesca, a secretária do Barão, uma ruiva de corpo escultural! No original, o Barão é dublado pelo grande Boris Karloff. Pura nostalgia!

- EAST SIDE Nº 2 e 3 - Com os episódios 2 e 3 que completam a saga do "Street Fighter" Terry Tsurugi, interpretado por Sonny Chiba. A primeira parte já comentei por aqui. Aguardem por muitos mais ossos quebrados!

LISTA DOS MELHORES DE 2005 (FINAL)

Completando minha lista de melhores filmes exibidos em cinemas no ano passado, relaciono mais 10 que gostei bastante. 2005 pode não ter sido um ano excepcional, mas trouxe um bom número de grandes filmes.

11-Kung-Fusão – Stephen Chow
12-O Aviador – Martin Scorsese
13-Maria cheia de graça – James Marston
14-A queda! As últimas horas de Hitler – Oliver Hirschbiegel
15-Extremo sul – Mônica Schmiedt e Sylvestre Campe
16-Contra a parede – Fatih Akin
17-A casa dos bebês – John Sayles
18-Irmãos – Patrice Chéreau
19-Sideways – Entre umas e outras – Alexander Payne
20-Manderlay – Lars von Trier

O ser humano tem muito a aprender com esses simpáticos e desajeitados animais!!!

Finalmente, copiando descaradamente a idéia do último post do Edú "Cine Rebeldia" Aguilar (desculpa ai, amigo...hehe) alguns dos melhores textos da Web no momento, entre sites e blogs:

Para incrementar a polêmica sobre "2046 - O Segredo do Amor", de Wong Kar-Wai, duas excelentes críticas, uma pró, de Neusa Barbosa:

http://cineweb.oi.com.br/index.html

Outra contra, de Carlos Alberto Mattos:

http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=960

O site é dedicado a filmes de terror, mas foi nele que encontrei talvez a crítica mais positiva feita sobre o ótimo faroeste de Henry Hathaway, "Os Filhos de Katie Elder":
http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/offtopic/elder.html

No Japan Action, bela resenha sobre "Fighting Elegy", do grande Seijun Suzuki:
http://www.japanaction.cjb.net/

Andréa Ormond, depois de Carlo Mossy, agora entrevista Anselmo Vasconcellos, a Múmia do clássico de Ivan Cardoso, entre outros personagens inesquecíveis:
http://www.estranhoencontro.blogspot.com/

E o Fernando Roveri e o Marko, depois de um longo e tenebroso inverno, voltaram com tudo. O primeiro comenta o documentário Sou Feia Mas Tô Na Moda":

http://muzzle.zip.net/

O segundo analisa "Soldado Anônimo:

http://komentarista.blogspot.com/

18/11/2005

LANÇAMENTO DE LIVRO

Os meus brothers Noel e Jeferson convidam para o lançamento do livro "Dogma Feijoada e o Cinema Negro Brasileiro", de Jeferson De, com texto de Noel Carvalho. O livro faz parte da imprescindível Coleção Aplauso, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com coordenadoria do crítico Rubens Ewald Filho.
Dia: 19/11/05
Local: Museu Afro-Brasil. Pq. do Ibirapuera, portão 10
Horário: Das 12 às 16 hs.
Obrigatório nas estantes de todos que se interessam pela história de nosso cinema.

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