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17/03/2007

FOTOLOG SOCIAL - "ATO DE VIOLÊNCIA"

Dia 17/03/07 - Bibl. Pref. Prestes Maia

Marcelo Carrard discorreu com propriedade sobre serial killers no cinema, psicologia freudiana e o excelente filme de Eduardo Escorel.

O público ouve com atenção a palestra do Carrard.

Rodolfo e Jorge Rubies, dois batalhadores pela preservação da memória arquitetônica da cidade, sempre presentes.

Muitos universitários acompanharam a sessão.

Visão geral do auditório.

14/03/2007

"ATO DE VIOLÊNCIA" - SÁBADO, 17/03

Na Mostra "Cinco Visões de Nosso Cinema", neste sábado, dia 17 às 13:00 hs, uma raríssima exibição em película (16mm) de um clássico pouco conhecido, "Ato de Violência", de Eduardo Escorel. Nunca lançado em VHS ou DVD, exibido já faz alguns anos pela televisão, o filme terá sabor de novidade para muita gente. Para falar sobre ele, convidamos um especialista em violência no cinema, Marcelo Carrard. Após a palestra, como sempre, haverá um saudável bate-papo com o público. Evento gratuito!

Ficha técnica:
Ato de violência (idem, BRA, 1980)
Direção: Eduardo Escorel
Roteiro: Eduardo Escorel e Roberto Machado
Elenco: Nuno Leal Maia, Selma Egrei, Renato Consorte, Ruthinéa de Moraes, Miriam Mehler
Duração: 112 min; Colorido; Censura 12; Policial.

Sinopse:
Após ter assassinado uma mulher, Antônio Nunes é sentenciado à trinta anos de prisão, e por ter cortado a vítima em pedaços ficou conhecido como “picadinho”. Na cadeia ele recebe freqüentes visitas da atormentada Tânia, que acaba contratando um advogado para Antônio. E graças ao advogado ele sai da cadeia em condicional, e volta a matar. O filme foi inspirado no caso real de “Chico picadinho”.

Comentário:
"Retomada do motivo dos vários "crimes da mala" ocorridos desde o início do século nesta cidade, inclusive o recente caso de Chico Picadinho, aliás já levado ano e meio atrás ao cinema paulista por Tony Vieira ("O Matador Sexual"). A verificar agora o enfoque e meta de Escorel. Esperemos sejam mais de acordo com o melhor empenho do longa "Lição de Amor" e do episódio "O Arremate", em "Contos Eróticos". O trailler evidencia um melhor tratamento de Selma Egrei (sempre linda), mostra um Nuno Leal Maia menos Rondo Hatton que de hábito, e um Eduardo Abbas espontâneo como de costume." (Rubem Biáfora)

Obs.: Esse foi o único comentário sobre o filme que consegui localizar.

Palestrante:
Marcelo Carrard é jornalista e crítico de cinema. Autor da tese de mestrado, depois publicada em livro: O Cozinheiro, O Ladrão, Sua mulher e o Amante - Peter Greenaway e Os Caminhos da Fábula Neobarroca. Colaborou no livro O Cinema da Retomada - Depoimentos de 90 Cineastas dos Anos 90, organizado pela pesquisadora Lúcia Nagib. Nesse livro, foi o responsável pelas entrevistas com os diretores José Joffily, Silvio Back e Neville de Almeida. Atualmente é doutorando em cinema pela Unicamp. Grande conhecedor de cinema oriental, europeu e mesmo brasileiro, ministra cursos e workshops. Mantém o blog Mondo Paura, premiado no troféu Quepe do Comodoro. Carrard é também crítico do site Boca do Inferno, o maior em português dedicado ao Cinema Fantástico. Colaborador da revista Zingu!


17/03, 13:00 hs.
Local: Biblioteca Municipal Prefeito Prestes Maia

Av. João Dias, 822 - Santo Amaro
Tel.: 5687-0513
Lotação: 150 lugares
Evento gratuito

24/07/2006

THANX, CARRARD!!!

Este post é um agradecimento especial ao amigo Marcelo "Mondo Paura" Carrard. Aliás, 2 agradecimentos. O primeiro é pela dica do excelente documentário "Os Filmes Proibidos da Meia-Noite", exibido pelo GNT no dia 20. O filme, no original, tem um subtítulo revelador: "from the margin to the mainstream". Ele mostra como surgiu a idéia de filmes serem exibidos em sessões à meia-noite, seu auge de popularidade e o inevitável declínio. O diretor deixa claro como a indústria cultural se apoderou das idéias transgressoras de 6 filmes que viraram cult: El Topo, A Noite dos Mortos-Vivos, Pink Flamingos, The Harder They Come, Rocky Horror Picture Show e Eraserhead.
O que era chocante, subversivo, anti-establishment nas décadas de 60 e 70 hoje em dia pode ser visto em qualquer popcorn movie por hordas de adolescentes de sorrisos metálicos. Como diria André Breton, o escândalo não é mais possível.
O outro agradecimento é por poder ter em mãos o livro que o Marcelo escreveu sobre um dos meus diretores preferidos, o inglês Peter Greenaway, ou melhor, sobre um dos meus filmes preferidos do genial cineasta: "O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante: Peter Greenaway e os caminhos da fábula neobarroca".
No momento, tive tempo apenas de dar uma rápida passada de olhos, mas já percebi que é coisa de altíssimo nível.
Por enquanto, inspirado pelo livro, deixo aqui meu Top 5 Greenaway:

1)
2)

3) Afogando em números
4) Um Z e Dois Zeros
5) O Bebê Santo de Mâcon

Mas quero deixar claro que adoro todos os filmes dele.
Abraços!!!

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