14/09/2008

TODAS AS NOITES, ÀS NOVE ("Our Mother's House")

O André Setaro, do excelente Setaro's Blog, outro dia comentou sobre o maravilhoso "Os Inocentes" ("The Innocents"), de Jack Clayton, baseado no livro de Henry James, e de quebra lembrou a carreira desse injustiçado diretor.
Esta é outra obra-prima dele.

2 comentários:

André Setaro disse...

Prezado Sérgio,

Obrigado pela lembrança de "Todas as noites às 9" ("Our mother's house, 1967), de Jack Clayton, grande diretor inglês, que, acho, se 'despersonalizou' quando foi a Hollywood dirigir, a convite de Coppola, "The great Gatsby" (1974). O peso da produção, faraônica, não lhe permitiu 'formatar' o filme à sua maneira, ainda que, no cômputo geral, tenha méritos. Mas vejo "The great Gatsby" como uma espécie de verniz que esconde muito a força narrativa do livro de Scott Fitzgerald. De Clayton, apesar de admirar muito "The innocents", acho que "Almas em leilão" ("Room at the top", 1959) seja ainda mais instigante. E o que dizer de "Crescei e multiplicar-vos" ("The pumpkin eater, 1964)?

Gostei da alusão ao ensaio acadêmico sobre Glauber Rocha, cineasta que respeito, mas cujos ensaios, louvadas as exceções de praxe, aporrinham-me a já desgastada paciência.

Sergio Andrade disse...

Prezado André,

Concordo que Clayton não suportou o peso da produção de "O Grande Gatsby", embora o filme tenha cenas admiráveis. Mas acho que ele conseguiu se recuperar parcialmente do fracasso na fantasia "Something Wicket this way Comes", baseado no livro de Ray Bradbury (o problema aqui foi a intervenção da Disney, que obrigou a refilmagem de várias cenas e o corte de outras, temerosa com a reação do público infantil diante do tom sombrio do filme), e totalmente em "The Lonely Passion of Judith Hearne", bela história de amor com Maggie Smith e Bob Hoskins excelentes.
Mas nada que se compare com seu período mais criativo, que vai de "Room at the Top", que talvez seja sua obra-prima mesmo, até "Our Mother's House". Grande Clayton!

E eu também respeito Glauber, só acho que nossas editoras poderiam e deveriam dar mais atenção ao público que se interessa por cinema de gênero no Brasil.

Abraço!

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