19/08/2014

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE ROBIN WILLIAMS


Todo mundo já comentou sobre a morte trágica de Robin Williams. Alguns textos que li são realmente excelentes, como do Lee Siegel no Estadão. E todos citaram seus filmes preferidos do ator. Foi o que me motivou a escrever, pois não vi ninguém citar o meu preferido.
Sempre gostei mais dele nos papéis dramáticos (Sociedade dos Poetas Mortos, O Pescador de Ilusões, Segredos da Vida, Gênio Indomável, Amor Além da Vida, Retratos de uma Obsessão). Nos filmes cômicos o diretor tinha que ter mão de ferro pra impedir seus excessos. Mesmo assim gosto dele em A Revota dos Brinquedos, Uma Babá Quase Perfeita, A Gaiola das Loucas. Mas acho que o papel que melhor o define é como Mel, o ator sem foco de Desconstruindo Harry, de Woody Allen. Pra quem não viu é exatamente isso o que acontece, sem motivo aparente um ator de cinema perde o foco na vida "real", o que significa que só o vemos fora de foco. Se não soubessemos que era o Robin Williams talvez nem o reconheceríamos. É preciso coragem para um ator conhecido de Hollywood, a maioria deles com egos inflados vivendo de suas imagens, aceitar um papel como esse. Em vista do acontecido, o suicídio devido à depressão, fiquei imaginando o que teria feito ele interpretar esse personagem. Claro, tinha a oportunidade de trabalhar com Woody, mas além disso talvez ele tenha notado algo em comum com Mel, já que ele era um ator exuberante por fora porém apagado por dentro.

3 comentários:

Francisco Sobreira disse...

Sérgio,
Não conheço Desconstruindo Harry. Dos filmes que vi de Robin, que não foram muitos, o meu preferido é Sociedade dos Poetas Mortos. Abs.

Eduardo Aguilar disse...

Mto boa a correlação q vc fez, sem dúvida Robin demonstrou-se desprovido de ego, ao menos na época desse filme.

Sergio Andrade disse...

Sobreira, procure assistir Desconstruindo Harry, um dos filmes mais subestimados do Allen.

Aguilar, se não me engano foi nessa época que ele teve mais problemas com bebida e drogas.

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